sábado, 12 de maio de 2012

A Teoria da “Maiêutica” defendida por Sócrates


O Método Socrático

O método dialógico de Sócrates é constituído por dois momentos fundamentais, vamos voltar nossos estudos para a Maiêutica.
Maiêutica, Termo grego que significa “arte de trazer luz”. Técnica através da qual se consegue observar como é que uma ciência desconhecida se transforma progressivamente numa ciência conhecida. Ele pretendia que o seu questionamento sistemático levasse os outros a um ponto crucial de consciência crítica, procurando a verdade no seu interior. A maiêutica é, assim, a fase positiva, construtiva, do método socrático que permite o acordo através das certezas universais obtidas pela definição após a discussão. Trata-se de um diálogo do primeiro período que se caracteriza pela ausência da teoria da reminiscência que serve de fundamento à maiêutica.
Foi a forma encontrada por Sócrates para fazer com que as pessoas através da interrogação feita de forma organizada e direcionada chegassem ao conhecimento. A Maiêutica é um estímulo para a pesquisa, através dela ele buscava fazer "parir" nas pessoas as ideias, os conhecimentos. Ele próprio se declarava sem sabedoria e não criou nenhuma organização metodológica e doutrinal. Era o parteiro das ideias nos outros e não podia parir conhecimentos em si mesmo.
Através da Maiêutica a pessoa que parece ignorante pode achar em si conhecimentos que desconhecia ter, Sócrates somente ajuda a pessoa nessa pesquisa, mas não lhe ensina nada.
O  Método de Sócrates pretende ensinar o uso e o valor das definições precisas dos conceitos que se empregam nas discussões do quotidiano. Não as chegaremos a possuir sem, previamente, procedermos a uma revisão das noções tradicionais, do senso comum, das concepções vulgares incorporadas na linguagem.

JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.
< http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=23 > acesso em 12/05/2012. As 11h e 24min

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Método “Pedagogizador” e a prática educacional voltada para intersubjetividade


Pedagogizar se resume a instruir, reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno. Essa postura de educação está a serviço de uma sociedade mercadológica e tecnocrática. As propostas pedagógicas estão direcionadas a uma aplicação de técnicas a um sujeito, o aluno, tratado meramente como um objeto a ser conhecido e treinado para atender as exigências do mercado.  Esse modelo de educação tem sido pensado como um dos maiores desafios da contemporaneidade, e os seus críticos vem tentando superar esse estilo “pedagogizador” da educação.
Para inverter o modelo de educação  pautado pelo estilo “pedagogizador”, torna-se necessário fazermos propostas para um a educação  mais  consistente  e  comprometida  com  uma  efetiva emancipação do sujeito. Habermas propõe a Teoria da Ação Comunicativa que pode contribuir para um pensar crítico em favor de uma educação voltada para a formação do sujeito emancipado, sensível e ético. Suas ideias a respeito da linguagem, do conhecimento e da ética podem abrir novas perspectivas para a educação em termos de uma filosofia da educação.
A partir da Teoria da Ação Comunicativa, pode-se conceber o espaço da escola, como o lugar de exercitar a intersubjetividade entre aluno/professor/escola/família e comunidade, com o intuito de discutir os rumos da sociedade. A intersubjetividade segundo a proposta da Teoria da Ação Comunicativa permite a conciliação de teoria e a prática através de ações concretas.
Uma educação calcada na intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas, tendo em vista a valorização social, política, econômica e ética de uma sociedade contemporânea.
Desta forma, a prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo “pedagogizador” ao produzir indivíduos  mais livres, autônomos, capazes de avaliar seus atos e abertos à crítica. 

JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Filosofia Moderna e suas principais características.


Filosofia Moderna
  
A Filosofia da Idade Moderna nasceu e se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII e XVIII, graças aos trabalhos dos protagonistas do renascimento cultural e científico, entre eles Nicolau Copérnico, Leonardo da Vinci, e dos esforços de cientistas e pensadores como Galileu Galilei, Francis Bacon, René Descartes e tendo se estendido até Emanuel Kant.

A Filosofia da Idade Moderna tem entre suas características:

a) O Racionalismo

A filosofia moderna propriamente falando iniciou-se com a teoria do conhecimento do René Descartes. Conhecido como pai da filosofia moderna, parece que ele levou muito a sério as palavras do Leonardo Da Vinci que diz "Quem pouca pensa, muito erra."! Na Idade Média, na sociedade e na política a Palavra de Deus, considerada fonte única do conhecimento absoluto, foi interpretada pela igreja que dominava todos os aspectos da vida. O renascimento trouxe uma ênfase renovada no desenvolvimento científico e na capacidade humana e a necessidade de uma nova definição do ser humano e seu lugar no mundo. Na modernidade a chamada Idade da Razão então, surgiu à necessidade de redefinir os paradigmas, Descartes na declaração, "penso logo existo", ele declara que o homem, ser racional por natureza, tem a capacidade de alcançar o conhecimento e mais que isso, sua existência é definida pelo ato de pensar.
Por entender ser possível chegar ao pleno conhecimento através do processo de pensamento racional, Descartes, idealizou um processo de dúvida metódica pelo qual através da rejeição (eliminação) de pensamentos ou ideias em que resida a menor dúvida o homem seria capaz de alcançar o conhecimento. As obras do Descartes formaram a base sobre qual os racionalistas desenvolveram seus processos.

b) O Empirismo

Francis Bacon, John Locke, David Hume e outros pensadores contra posição aos racionalistas do continente europeu desenvolveram e propagavam o raciocínio experimental, ou seja, a teoria de que o único caminho pelo qual o homem pode chegar ao conhecimento é através da experiência sensível (empírica).
Um fator marcante da modernidade é a separação entre a Filosofia e a Ciência empírica. A ciência moderna, dependente nas experiências desenvolvidas em situações controladas, é empírica por natureza, contrastando-se com o pensamento do Aristóteles que percebia a Metafísica como ciência primeira.

c) A perfectibilidade.

Os precursores da filosofia moderna entre eles Leonardo da Vinci, Copérnico e Galileu acreditaram na perfectibilidade da natureza e defenderam a teoria da perfectibilidade da razão humana. A ciência renascentista entendeu que pelo fato que Deus criou a natureza é possível conhecer Deus através da natureza e, portanto, produzir conhecimento.
Em sua epistemologia Immanuel Kant sintetizou as teorias, do Descartes e os racionalistas continentais e Hume e os empiristas ingleses.
O processo de racionalização, característico da Modernidade, que começara com os renascentistas e com os cientistas, e passara por Descartes e pelos empiristas, podia agora, ser compreendido por Kant como um processo que representava o curso natural da evolução da sociedade. Finalmente o ser o humano estava apto para raciocinar sobre a própria razão. (UMESP 2009 p.11)

JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação. 

A Filosofia Moderna: Racionalismo, Empirismo e o Criticismo kantiano

Racionalismo 
René Descartes (1596-1650)

Doutrina que afirma que tudo que existe tem uma causa inteligível, mesmo que não possa ser demonstrada de fato, como a origem do Universo. Privilegia a razão em detrimento da experiência do mundo sensível como via de acesso ao conhecimento. Considera a dedução como o método superior de investigação filosófica. René Descartes (1596-1650), Spinoza (1632-1677) e Leibniz (1646-1716) introduzem o racionalismo na filosofia moderna. Friedrich Hegel (1770-1831), por sua vez, identifica o racional ao real, supondo a total inteligibilidade deste último. O racionalismo é baseado nos princípios da busca da certeza e da demonstração, sustentados por um conhecimento a priori, ou seja, conhecimentos que não vêm da experiência e são elaborados somente pela razão. Está presente nas várias seitas do protestantismo, que dispensam a autoridade e a revelação religiosa em favor dos postulados lógicos e racionais sobre a existência de Deus. Influencia, também, a conduta moral que atribui à razão e aos princípios inatos de bondade, entre outros, a capacidade humana de se bem conduzir. 
Empirismo 
John Locke (1632-1704) 

O empirismo é a escola do pensamento filosófico relacionada à teoria do conhecimento, que pensa estar na experiência a origem de todas as ideias. O nome empirismo vem do latim: empiria (experiência) e-ismo (sufixo que determina, entre outras coisas, uma corrente filosófica). Temos, assim, a “corrente filosófica da experiência”. O principal defensor do empirismo foi John Locke (1632-1704), filósofo inglês. Locke defendeu que a experiência forma as ideias em nossa mente. Ele procura demonstrar que qualquer ideia que temos não nasce conosco, mas se inicia na experiência. A experiência, para Locke, não são as experiências de vida. Experiência para ele são as nossas sensações (sentidos). Ouvimos, enxergamos, tocamos, saboreamos e cheiramos. Cada um dos cinco sentidos leva informações para o nosso cérebro. Quando nascemos não sabemos o que é uma maçã, mas formamos a ideia de maçã a partir dos sentidos. Vemos a sua cor, sentimos o seu aroma, tocamos sua casca e mordemos a fruta. Cada uma dessas sensações simples nos faz ter a ideia de maçã. A partir da sensação, há a reflexão. Dessa forma, nossas ideias são um reflexo daquilo que nossos sentidos perceberam do mundo. Com essa constatação, Locke afirma que, ao nascermos, somos como uma folha em branco. São, então, os sentidos responsáveis pelo preenchimento dessa folha. David Hume (1711-1776), natural de Edimburgo, Escócia. De acordo com Hume, só existe o que percebemos. Todas as relações que fazemos entre o que conhecemos não são conhecimentos verdadeiros. Podemos conhecer uma bola e podemos conhecer um pé, porém se chutamos uma bola não há nada que confirme que a bola se move porque foi o pé que a moveu. Com isto, Hume critica as ciências, pois trabalham com a ideia de causa e efeito. Essa relação de causalidade (causa-efeito) é uma relação entre ideias e é, portanto, não verdadeira. Tudo o que pensamos ser verdadeiro, como a causa do movimento da bola, é imaginação. 
Criticismo kantiano 
Immanuel Kant ( 1724 – 1804) 

O termo criticismo é empregado para denominar a filosofia kantiana. Esta se propõe investigar as categorias ou formas a priori do entendimento. Sua meta consiste em chegar a determinar o que o entendimento e a razão podem conhecer, encontrando-se livres de toda experiência, bem como os limites impostos a este conhecimento. Este projeto pretende fundamentar um pensamento metafísico de caráter não dogmático, uma vez que o dogmatismo foi posto em cheque, no contato com a postura cética. Entre o ceticismo e o dogmatismo, o criticismo kantiano se instaura como a única possibilidade de repensar as questões próprias à metafísica. O criticismo kantiano renasce em meados do século XIX, como reação ao predomínio do movimento idealista, por um lado, e, por outro, como contraposição ao positivismo nascente. Este movimento recebe a denominação de neocriticismo ou neokantismo, espalhando-se por toda a Europa, de modo predominante na França e Alemanha. 

JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.
< http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/racionalismo.html > acesso em: 03/05/2012. as 13:00h
< http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/criticismo.html > acesso em: 03/05/2012. as 13h:25min
< http://www.mundoeducacao.com.br/filosofia/empirismo.htm > acesso em: 03/05/2012. as 14:00h

Educação em Platão e Aristóteles

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Conceito de Ontologia.


Originado na Grécia Antiga, tendo ocupado as mentes de Platão e Aristóteles em seus estudos. O termo Ontologia é um ramo da filosofia que lida com a nossa constituição mais íntima, isto é, com o nosso ser. Introduzido por Aristóteles para desenvolver um conhecimento, uma ciência do Ser, da Essência humana. Etimologicamente, o termo significa: Ontós  = Ser,  e  Logos  = Conhecimento: Conhecimento sobre o Ser.  Este conhecimento trata de um modo específico de compreender a nós mesmos no mundo e isto se dá pela compreensão do nosso ser, da nossa essência, daquilo que  somos verdadeiramente. Ainda que sua etimologia seja grega, o mais antigo registro da palavra ontologia em si, é a sua forma em Latim ontologia, que surgiu em 1606, no trabalho Ogdoas Scholastica, de Jacob Loard (Lorhardus), e em 1613 no Lexicon philosophicum, de Rudolf Göckel.

JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.
Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Ontologia > acesso em 02/05/2012